Resumo:
A executiva Iris Barbosa inaugura o Evope Talks discutindo como a inteligência artificial assume tarefas operacionais e redefine a gestão para priorizar o desenvolvimento humano e a colaboração em times híbridos.
Quer saber como a Evope pode transformar a eficiência operacional do seu negócio com inteligência artificial?
Agende uma demonstração →O que muda na gestão quando a tecnologia passa a fazer cada vez mais parte das decisões, processos e equipes? E neste cenário, o que continua sendo essencialmente humano?
Essas são só algumas das perguntas que conduzem o bate-papo com Iris Barbosa, executiva com uma trajetória construída entre grandes organizações, desenvolvimento de pessoas e liderança, no primeiro episódio da segunda temporada do Evope Talks.
Com uma carreira que ela mesma intitula como “do balcão à liderança” no McDonald’s e, posteriormente, com uma passagem pela Apple, Iris reúne mais de três décadas de experiência em gestão, aprendizagem e desenvolvimento de pessoas.
Hoje, como presidente do Instituto Pactuá, atua também na aceleração de profissionais negros para posições de liderança.
Gestão de processos e gestão de pessoas
Ao revisitar sua trajetória, Iris fala sobre uma mudança importante na forma de enxergar a liderança: se antes os processos ocupavam um lugar central na gestão, a transformação das relações de trabalho trouxe uma nova necessidade, a de compreender as pessoas para além de sua função dentro da organização.
“Antes era olhar a pessoa como ferramenta de resultado. Hoje é entender a pessoa feliz, motivada, capacitada, desenvolvida para dar o resultado.”
Essa fala conduz uma das principais discussões do episódio: resultado e desenvolvimento humano não precisam estar em lados opostos. Para Iris, formar pessoas, criar oportunidades de aprendizagem e manter a motivação da equipe também faz parte da estratégia de negócio.
Inteligência artificial e o espaço humano
A conversa conduzida por Danilo Lira, CEO da Evope, também aborda a inteligência artificial. Na visão de Iris, a tecnologia pode assumir tarefas mais operacionais e liberar tempo para que as pessoas se dediquem ao que exige relacionamento, pensamento estratégico, visão de futuro e senso crítico.
Mas isso exige uma mudança na própria forma de liderar, tema que também exploramos ao falar sobre o que muda com a IA nas empresas.
Como liderar times híbridos?
Com a presença cada vez maior de agentes de inteligência artificial nas organizações, surge uma nova configuração de trabalho: times híbridos formados por pessoas e tecnologia.
E os gestores ainda estão aprendendo a lidar com essa realidade. A questão, portanto, não é simplesmente decidir o que será feito por humanos ou por agentes, mas compreender o que deve permanecer humano.
Comunicação, relacionamento, engajamento e capacidade de interpretar contextos aparecem como elementos importantes nesse equilíbrio, competências centrais para uma boa gestão de equipes.
A competência que pode diferenciar os líderes do futuro
Entre as competências que ajudaram Iris a construir sua trajetória, ela destaca algumas que considera atemporais, como comprometimento, coragem, comunicação e capacidade de aprender continuamente. Mas existe uma que ganha atenção especial no episódio: a humildade intelectual.
Para Iris, o líder do futuro não será necessariamente aquele que tem todas as respostas. Em um cenário de mudanças constantes, será cada vez mais importante reconhecer que não é possível dominar todas as informações e estar disposto a aprender, desaprender e recorrer a diferentes especialistas.
Essa perspectiva também muda o papel da liderança: menos sobre ter todas as respostas e mais sobre fazer boas perguntas, tomar decisões e criar condições para que o conhecimento circule. É a mesma lógica de quem busca preparar a carreira com habilidades do futuro e IA.
Desenvolvimento de pessoas: dados também contam
Mais um tópico abordado no episódio é a relação entre dados, performance e desenvolvimento profissional. A experiência mostra como indicadores de desempenho podem ajudar líderes a identificar onde existe uma necessidade real de desenvolvimento e qual tipo de suporte pode contribuir para melhorar os resultados.
O medo também pode ensinar
Ao falar sobre momentos de mudança, nossa convidada traz uma provocação sobre o medo. Em vez de enxergá-lo apenas como algo que paralisa, ela o define como pedagógico, pois ele pode mostrar quando estamos diante de um desafio que exige coragem.
Essa capacidade de interpretar o próprio medo e compreender seus limites faz parte, para ela, do processo de desenvolvimento. O tema conversa com outro debate do blog sobre cultura do medo e inovação.
Uma conversa sobre liderança que vai além da tecnologia
Claro que a tecnologia permeia muito da conversa, mas o papo vai além. É uma discussão sobre pessoas, liderança, aprendizagem, performance, comunicação e futuro do trabalho e sobre como manter a dimensão humana no centro das transformações que já estão acontecendo nas organizações.
Quer ouvir essa conversa completa?
Assista ao primeiro episódio da segunda temporada do Evope Talks e acompanhe a conversa completa com Iris Barbosa sobre liderança, inteligência artificial, desenvolvimento de pessoas e os desafios de construir organizações preparadas para o futuro.
Perguntas frequentes
Quem é Iris Barbosa?
Iris Barbosa é executiva com mais de três décadas de experiência em gestão, aprendizagem e desenvolvimento de pessoas. Construiu carreira no McDonald’s, passou pela Apple e hoje preside o Instituto Pactuá, que acelera profissionais negros para cargos de liderança.
O que são times híbridos formados por pessoas e IA?
São equipes em que profissionais e agentes de inteligência artificial trabalham juntos. Os agentes assumem tarefas operacionais, enquanto as pessoas se concentram em relacionamento, estratégia e senso crítico. O desafio do gestor é definir o que deve permanecer humano.
O que é humildade intelectual na liderança?
É a capacidade de reconhecer que não se tem todas as respostas. O líder com humildade intelectual aprende, desaprende, consulta especialistas e cria condições para que o conhecimento circule na equipe.
Como os dados ajudam no desenvolvimento de pessoas?
Indicadores de desempenho mostram onde existe uma necessidade real de desenvolvimento. Com essa leitura, o líder direciona treinamentos e apoio de forma precisa, em vez de agir por percepção.
Como a Evope usa agentes de IA nas empresas?
A Evope atua como orquestradora de agentes de IA para eficiência operacional. Primeiro, diagnostica o fluxo operacional do cliente. Depois, identifica onde tempo, dinheiro e capacidade da equipe estão sendo mal utilizados. Por fim, cria e orquestra agentes de IA personalizados para atuar sobre esses pontos. Saiba mais na página de Eficiência Operacional.
Onde assistir ao Evope Talks?
Os episódios estão disponíveis no canal da Evope no YouTube e reunidos na página do Evope Talks.